Gabriel Mallet Meissner -
São Paulo ![]()
Quantos versos há que não escrevo!
a Idéia vem, mas morre na verbalização…
e os versos que faço, mas não sei se devo!
esses escondo-os longe da alheia visão…
Quantos versos que foram abortados!
uns naturalmente, outros pela minha ação…
e os versos os quais escondi, que amados!
porém reveladores, me põem em exposição…
Quantos versos de tão pouco valor!
tentativas em vão de alguma reles expressão…
e os versos que me causam tanto ardor!
só depois do meu exorcismo vocês os amarão…