Josyanne Rita de Arruda Franco - Jundiaí - São Paulo
Amar é ser diverso, ambivalente,
é disfarçar o que se quer e o que se sente
e ter vontade de não se arrepender.
É arriscar num jogo: imprevisível.
É apostar naquilo que parece incrível
e crer depois que não podia ser.
Amar é caminhar por sobre pedras
é não saber se o agora é hora certa
e logo mais achar que perdeu tempo...
É debater a alma em agonia,
é não saber se é sonho ou fantasia
e acarinhar furtivos pensamentos.
Amar é estar perdido na ilusão de um momento
e ter no outro seu caminho e contento,
acreditar que o impossível não existe.
É estar atento, insone, às vezes triste
e acreditar ser puro encantamento...
Amar é despedida, espera e desencontro.
É não saber se faz um mês ou mesmo um ano
e ter nos olhos a paixão que não desiste.
É ser divino aceitando ser profano
e ter no peito a dor do desengano:
achar-se a rir da própria insensatez.